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A atuação da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados

 

Brasília (DF) - Aeroportos de todo o Brasil receberam milhares de passageiros, vindos de diversos lugares do mundo, para acompanhar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Além da expectativa e vibração dos torcedores, a segurança é algo que tem contado para o sucesso do Grande Evento. Para cumprir todos os objetivos, foi montado um forte esquema, com a participação de 88 mil agentes de Segurança Pública e das Forças Armadas, atuando nos Estados onde aconteceram os Jogos.

 

Em 2013, o Exército Brasileiro, por meio da Portaria n.º 446, do Comandante do Exército, criou a Assessoria dos Jogos Olímpicos (AJO), dentro do Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro, com a missão de integrar as ações do Exército, do Comitê Organizador e das diversas agências e órgãos federais, estaduais e municipais. Desde então, inúmeras ações preparatórias para a Defesa e a Segurança dos Jogos foram tomadas. Um exemplo são as operações realizadas pela Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC), que atuou em atividades com caráter preventivo e teve resultados satisfatórios na segurança do evento. Todo o empenho trouxe um importante legado para as cidades onde aconteceram as competições, bem como para o Exército e para o Brasil.

 

Dados das Operações

Segundo informações do Centro de Operações de Produtos Controlados (COPCON) da DFPC, o Exército executou, em todo o território nacional e de forma integrada, mais de cinco operações direcionadas ao Grande Evento e cerca de 3.000 vistorias, entre elas, 326 autuações. Vale destacar que todas as operações ocorreram em ambiente interagências, com efetivo de mais de 7 mil pessoas, adotando-se as medidas necessárias e visando garantir um ambiente pacífico e seguro.

 

Tecnologia

Na segurança, os Jogos não contaram só com a tropa do Exército, mas também com equipamentos modernos e tecnologias bastante avançadas, como é o caso do Sistema Pacificador, ferramenta de comando e controle que monitora as ações em tempo real e de forma simultânea. Além dele, há o Centro de Coordenação de Fiscalização de Explosivos (CCFE), capaz de realizar acompanhamento permanente. Ambos monitoram todo o Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados (SisFPC), com capilaridade em todo o território nacional e abrangendo mais de 300 postos, durante 24 horas por dia, sete dias por semana.

 

Ações de Segurança

O Plano Estratégico de Segurança Integrada para os Jogos, publicado no Diário Oficial, em outubro de 2015, listou os principais cenários de risco que causariam impacto nas ações de segurança dos Jogos: ações terroristas ou de sabotagem de qualquer natureza; ações violentas praticadas durante manifestações sociais; criminalidade e violência urbana; comprometimento do sistema de mobilidade urbana, de saúde coletiva e dos serviços essenciais; ataques cibernéticos; fenômenos naturais; além de incidentes e catástrofes.

 

No projeto, o Plano estende-se até o dia 18 de setembro, quando terminarão os Jogos Paralímpicos, e envolve os Governos Federal, Estaduais e Municipais. Já o trabalho de fiscalização permanecerá até o final de 2016. Tudo isso vem sendo feito para garantir à população e aos visitantes a segurança plena antes, durante e depois dos Jogos Rio 2016.