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Militares do Exército gerenciarão o hipismo nos Jogos

 

Rio de Janeiro (RJ) – O apoio do Exército Brasileiro nas competições dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 tem sido primordial para que as atividades ocorram em boas condições. A equitação é um grande exemplo de como a Força vem trabalhando forte para que os Jogos sejam um grande sucesso.

 

Para o Coronel Ataíde Barcelos Pereira, gerente de hipismo dos Jogos e com grande experiência em campeonatos desportivos nacionais e internacionais, os comandantes militares do Exército tiveram decisão acertada, quando permitiram que a Instituição apoiasse os Jogos Rio 2016. Comentou que essa decisão foi fruto de um grande planejamento, iniciado nos anos 2000 até os dias atuais, período em que houve os Jogos Pan-Americanos, Jogos Mundiais Militares e Copa do Mundo. Além disso, houve ganhos para o Exército, como melhoria nas instalações de trabalho e aquisição de conhecimentos técnicos, que serviram tanto para os Jogos quanto para a rotina da caserna.

 

Em outro patamar, além do suporte logístico e estratégico, há o apoio de pessoal, pois os próprios militares foram voluntários para a missão. Segundo o Major Alex Titan Lima da Silva, gerente de competição esportiva do Concurso Completo de Equitação e de Adestramento Paralímpico, a força motriz dos Jogos são os mais de 800 voluntários para trabalhar no hipismo. O oficial complementou que esses militares foram colocados em posições estratégicas, em que pudessem difundir fortes valores do Exército: a liderança e o espírito de corpo.

 

Alguns desses voluntários foram demandados por conta de suas habilidades. Foi o caso do 1º Sargento Stewart Rutilho Monteiro, que trabalha no dia a dia como monitor de adestramento de cavalos e, durante o Grande Evento, será auxiliar do gerente de estábulos. Há voluntários que são alunos da Escola de Equitação, como o 1º Tenente Tiago Lemos da Silva, que está aplicando os conhecimentos aprendidos em sala de aula para auxiliar o gerente de logística durante os Jogos.

 

Em contrapartida, a oportunidade dos Jogos Rio 2016 deixará importantes estruturas físicas como legado para o Exército, observação feita pela 1º Tenente Bruna Machado Amaral Rosa, veterinária da Escola de Equitação do Exército. A oficial conta que uma parte das estruturas de baias, onde os cavalos ficam, foi revitalizada e a outra parte foi reconstruída seguindo o padrão internacional, especialmente para atender às competições. Além disso, foram construídos um hotel de trânsito, dois picadeiros de adestramento e uma pista de cross cowntry, bem como revitalizados um picadeiro de adestramento e quatro pistas de salto.