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Vila dos Atletas tem assessoria de militares da reserva

 

Rio de Janeiro (RJ) – Após o final dos Jogos Paralímpicos, a Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca, não contará mais com a presença de um time de peso, que, durante todos os Jogos Rio 2016, atuou de forma discreta e competente, em apoio à equipe de segurança privada, contratada para os Jogos.

 

Uniformizados de voluntários, sete coronéis da reserva do Exército - Paulo Cesar Paul Cruz, Waldo Manuel de Oliveira Aires, Aurélio da Silva Bolze, Clair Gainer de Sena Nina, Paulo Roberto de Miranda Barros, Adolfo Cesar Martins de Oliveira e João Alberto de Souza Angulski - trabalharam como prestadores de tarefa por tempo certo, pela Assessoria Especial para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 (AJO Rio 2016), subordinada ao Comando Militar do Leste (CML) e coordenada pelo General de Divisão Angelo Kawakami Okamura.

 

"Nós criamos rotinas de segurança", explica o coronel Paul Cruz, que, ao longo de seus dez anos como consultor nessa área, absorveu experiência satisfatória para saber como integrar as equipes de diferentes setores em grandes eventos. Juntos, os coronéis da AJO Rio 2016 estabeleceram procedimentos para atuar, inicialmente, em 31 prédios, distribuídos em sete condomínios e, posteriormente, durante os Jogos Paralímpicos, em 20 prédios, distribuídos em cinco condomínios.

 

Fazer rondas pela Vila dos Atletas é uma das rotinas adotadas por eles, que, pela vivência, despertaram olhares críticos importantes para outros detalhes, como logística, manutenção e limpeza. De acordo com o Coronel Barros, esses setores, se bem conduzidos, diminuem as vulnerabilidades na área da segurança. Até uma escala de serviço, com pernoite, foi montada e funcionou 24 horas por dia.

 

Com tanto tempo dentro da Vila, os oficiais ganharam a confiança e a aprovação de quem trabalha no local. "Eles olham tudo o que pode ser melhorado e ajudam nosso trabalho. A maior parte de nós veio do ramo de turismo e hotelaria, então, ter esse suporte foi fundamental", relata Diana Victor, gerente de integração dos centros residenciais da Vila Olímpica e Paralímpica. Nesse cenário de bom relacionamento profissional entre integrantes de diferentes áreas, os coronéis mostraram-se engrandecidos pelo conhecimento adquirido. "As experiências com os Jogos serão um legado importante para a sociedade brasileira e para a Força Terrestre, conclui o Coronel Barros, que foi instrutor da Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx).